sábado, 29 de novembro de 2008

Um bom planejamento em três passos

Havia um tempo em que as pessoas falavam de planejamentos e as demais se arrepiavam com medo do que viria pela frente. A imagem sempre presente era de uma oficina longa, com duração de uma ou duas semanas, que produzia um documento de 100 páginas para ser jogado no lixo.

Felizmente esse tempo está acabando e, aos poucos, as pessoas têm aprendido que o planejamento tem que ser muito mais fácil do que a execução, senão não compensa planejar.

Mas o planejamento também precisa permitir que as pessoas saibam se estão conseguindo andar no caminho ou não.

Existem diversas maneiras de planejar, pode ter certeza. Tantas que cada pessoa escolhe uma e vira uma confusão, porque as linguagens e os ritmos do planejamento são diferentes.

Veremos agora como é possível fazer um planejamento rápido e eficaz para o trabalho de uma igreja. E isso ocorre em três etapas muito simples.

1. Descobrindo a razão de existir da igreja.

O primeiro passo é identificar, ou até mesmo decidir, qual a razão de existir da igreja. Procure-se evitar as coisas genéricas demais e as coisas que não serão percebidas pelas pessoas.

A razão de ser tem que ser compreendida por todos e deve fazer parte de tudo o que a igreja planeja.

Aí vão algumas sugestões, uma igreja pode servir para:

- Pregar o evangelho a uma determinada comunidade (evangelismo)
- Cooperar com a obra missionária (missões)
- Contribuir para a melhoria de uma determinada comunidade (ação social)
- Disseminar valores cristãos à uma parcela da sociedade (educação)
- Contribuir para o desenvolvimento de uma populacão (ação social com viés econômico)

O fato é que as igrejas tentam fazer tudo isso ao mesmo tempo, mas não definem o que, de fato, é a sua vocação. Ela deve ter bem claro que possui apenas um chamado e os demais devem se encaixar nesse propósito maior.

Tentar fazer tudo ao mesmo tempo é caminhar para o fracasso.

Definida a razão de ser da igreja é hora de pensar em outra coisa: o que a igreja deve fazer nos próximos x anos para cumprir a sua vocação?

Essa também é uma definição simples que deve estar contida em uma única frase para que todos compreendam e abracem.

2. Definindo as áreas críticas e os objetivos

O segundo passo do planejamento é definir quais as principais áreas que devem ser planejadas, quais os temas que deverão ser adotados e quais os objetivos dentro desses temas para os próximos anos. Devem ser elencados 3 a 5 áreas de atuação, não mais que isso. Para poder atingir o objetivo maior descrito no passo 1.

Seguem algumas sugestões:

a. Aprendizagem
b. Evangelismo e Missões
c. Integração
d. Finanças e patrimônio
e. Preparação
f. Discipulado
g. Comunhão
h. Ação social
i. _____________

Depois de escolhidas as áreas de abrangência do planejamento, agora é a vez de traçar objetivos para cada área, vejamos alguns exemplos:

Área: Aprendizagem

Objetivos:
- Capacitar lideranças
- Capacitar professores da EBD
- Capacitar cada crente convertido nos últimos 2 anos para que não se sintam mais novos convertidos.
- Aperfeiçoar a educação infantil
- Transformar jovens e adolescentes em líderes de verdade
...

Mais uma vez é interessante impor limites, ninguém pode fazer tudo ao mesmo tempo.

Como saber quais as áreas e quais os objetivos?

É necessário fazer um levantamento de problemas e suas causas, para poder traçar os obejtivos corretos.


3. Planejando as ações

Uma vez que a igreja tenha identificado sua razão de ser e o caminho principal a seguir, depois de definir as áreas de planejamento e os objetivos dentro de cada área, é a vez de planejar as ações.

As ações devem obdecer alguns critérios:

a. Devem atender a um ou mais objetivos traçados.
b. Devem conter responsáveis
c. Devem ter metas estabelecidas para que se possa medir se deram resultado ou não.
d. Devem ser organizadas junto com as demais, para evitar conflitos.

Um departamento da igreja só trata de ações particulares depois que o planejamento geral tenha sido criado. Se a igreja puder planejar tudo junto, melhor ainda.

Uma meta deve ser:

Mensurável: deve poder ser medida em indicadores. Ex. Número de convidados/presentes
Específica: aplicar-se à ação proposta
Alcancável: não são criadas metas irreais. Ex. Todo o bairro convertido em 1 ano
Relevante: As metas dão um certo trabalho para serem medidas, por isso só se mede o que é importante.

Vejamos um exemplo de resultado de planejamento. Jubanorte 2008.




Esse é o mapa estratégico que foi planejado para a Jubanorte no ano de 2008. A esse mapa seguiu-se uma série de planos. Boa parte foi realizada, alguns não puderam ser cumpridos, mas todos da diretoria sabem dizer o que deu certo e o que não deu certo na organização no último ano.

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