sábado, 8 de novembro de 2008

Crise de integridade

No final da década de 80, início de 90, o mundo ficou abismado com um escândalo de prostituição e mentiras que envolvia um dos principais pregadores evangélicos da televisão orte Americana. (Desculpem minhas informações vagas, minha cabeça não guarda muito bem os fatos passados).

O caso envolvia uma situação muito comum nas famílias, mas que pegou os crentes de surpresa, por ainda acreditarem ingenuamente que alguém pode estar isento dos problemas deste mundo.

O pastor em questão costumava marcar encontros com prostitutas, e isso não se faz em público... Aos poucos as coisas foram aparecendo, atrelada à prostituição apareceram outros problemas que estavam ligados ao caso.

Muita gente se decepcionou, fugiu da igreja, deixou-se quedar pela tristeza e pelo sabor amargo da derrota alheia.

Um dos grandes escritores americanos, Warren Wiersby (esse eu lembro o nome) escreveu um livro chamado Crise de Integridade (esse eu também lembro), onde discutia a questão da integridade na vida cristã. A necessidade de sermos inteiros de Jesus.

Desde então temos visto casos de grandes líderes que se envolveram em romances extra-conjugais, decepcionando seus seguidores (que muitas vezes os tinham como mais importantes do que o próprio Jesus). Alguns conseguiram voltar à cena, foram perdoados por suas esposas e por suas igrejas. Mas o ministério não retorna da mesma forma, as cicatrizes permaneceram e as feridas reabrem vez por outra.

Hoje tenho visto muitos colegas de trabalho interromperem comentários sobre o mau caráter de terceiros perguntando "ele é evangélico, não é?" e a resposta comumente ten sido "é, casado e tudo!". Depois disso ainda seguem comentários intensos sobre como é comum que os crentes sejam "assim".

No tempo do escândalo eu era um novo convertido. Hoje tenho 22 anos na fé. Ainda não consigo ver uma resposta satisfatória da igreja sobre o assunto da integridade. Ainda não tenho visto uma discussão que não penda para a arrogãncia, ou para o modismo, ou para a dogmatização, etc.

As pessoas são exigidas em sua integridade, mas a igreja não tem provido um acompanhamento eficaz, não tem discutido um método eficiente para que um irmão conduza o outro em sua vida cristã com tanta força que o escuro do quarto não seja um atrativo para o pecado. Ainda não tenho visto uma resposta positiva o suficiente para envolver os cristãos no compromisso com a santidade e a pureza, com uma vida cristã saudável e íntegra.

Os que lerem esse artigo entendam como uma tentativa de discutir abertamente algo que está em falta no nosso mundo cristão. Algo que tem sido pouco discutido por autores cristãos em seus livros e que tem sido menos falado ainda...

O certo é que este mundo nos envolve e temos uma resposta na Palavra que muitas vezes ignoramos. Jesus nos deu uma ordenança muito clara, mais clara do que o batismo e a ceia. Ele lavou os pés de seus discípulos. Cuidou de purificar aquilo que havia-se contaminado. E nos mandou fazer o mesmo.

Talvez nossos treinamentos, nossos discipulados, nossos momentos de confraterização devem começar deste ponto: lavar os pés uns dos outros. Para que possamos conquistar um espaço melhor neste mundo, um espaço onde o escândalo não seja provocado por nossa incapacidade de nos admitirmos pecadores, ou por nossa incapacidade de nos desligarmos do chamado deste mundo.

O certo é que o mundo mudou bastante nos últimos 20 anos. O contexto é outro, as manias são outras, a violência contra nossos prncípios e os valores familiares está cada dia mais forte. Por isso precisamos buscar na Palavra as armas mais potentes, o alimento mais sólido, a convivência mais profunda com Jesus e o amor mais íntegro e puro. Só assim teremos um começo e poderemos demonstrar ao mundo que Jesus Cristo faz muita diferença.

RPM

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