terça-feira, 7 de outubro de 2008

VAMOS DAR UM JEITO

“Vamos dar um jeito de nos livrarmos de Jeremias! Pois sempre haverá sacerdotes para nos ensinar, sábios para nos dar conselhos e profetas para anunciar a mensagem de Deus. Vamos fazer acusações contra ele e deixar de ouvir o que ele diz”. (Jeremias 18.18)


Em pormenores, a Bíblia registra o diálogo entre Deus e o profeta. Jeremias deve descer até a casa do oleiro, onde aprenderá como Deus age: “Vocês estão nas minhas mãos assim como o barro está nas mãos do oleiro” (v. 6). A ilustração mostra que Deus dirige o destino das nações, arrancando ou fundando novos reinos (versos 7-9).

O Senhor antecipa que o povo rejeitará a mensagem, prevenindo Jeremias até da desculpa que será usada: “Eles vão responder: ‘Não adianta; nós vamos seguir os nossos planos. Todos nós vamos agir de acordo com a teimosia e a maldade do nosso coração!” (v.12).

Mesmo sendo difícil imaginar que o povo fale com tanta franqueza diante de Deus, é claro que ele conhece o coração humano. Por isso não há como negar que, com essas ou outras palavras, o sentimento é mesmo de teimosia e maldade.

O texto salta então para a reação do povo ao ouvir a voz de Deus. Não há arrependimento. Ao contrário, há arrogância: “Vamos dar um jeito de nos livrarmos de Jeremias” (v.18). Raciocinavam que sempre haveria um sacerdote, um sábio ou outro profeta para trazer mensagem mais amena. Nem seria difícil tirar Jeremias do caminho. Apelariam para a difamação e o abandono.

Nossa sociedade vive a cultura do arranjo. O conhecido jeitinho brasileiro ganha corpo a cada nova impunidade, ou artifício para burlar a lei. Na semana finda uma farmácia de Porto Alegre anunciava um remédio para anular o efeito do álcool no teste do etilômetro, o popular bafômetro. Não funcionava. Mas, se fosse verdadeiro, não seria uma arma perigosa contra a própria sociedade?

Deixemos de buscar atalhos na vida espiritual. Desde a antiguidade vencem os que obedecem a Deus.

Ivo Augusto Seitz

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