domingo, 13 de abril de 2008

Seu Pernambuco

“Não se enganem; não sejam apenas ouvintes dessa mensagem, mas a ponham em prática”. (Tiago 1.22)

Há gente que não ouve a Palavra de Deus. As razões são muitas. Vão desde a falta de tempo até o desânimo total na fé, quem sabe justificado pelo mau testemunho de alguém (mas o padrão não é Cristo?).

Os dias ficam curtos para comportar tantos sonhos, e o ritmo acelerado impede a lembrança do perigo de “construirmos depósitos cada vez maiores” esquecendo do “louco, esta noite te pedirão a tua alma, e o que tens preparado, para quem será?” (Lucas 12.20). Quem deixa a Palavra de Deus acaba “correndo atrás do vento” (Eclesiastes 1.14 NVI).

Há gente que tenta ajeitar a vida cristã com os compromissos com o mundo. Esses se perdem ainda mais, porque querem a aprovação do mundo e de Deus ao mesmo tempo. Ninguém na história conseguiu isso, porque “não podemos servir a dois senhores” (MT 6.24). Ou servimos a Deus com exclusividade, ou já estamos servindo ao outro.

Há gente que ouve a Palavra e a põe em prática. Como faz diferença! Ouçamos a irmã Nádia: ao longo de anos ela ajudou um senhor carente e sozinho conhecido como Pernambuco. O homem ficou cego. Revoltado, passou a destratar todo mundo. Um vizinho pediu que d. Nádia conversasse com ele para acalmá-lo. Ela tentou, mas mesmo assim foi agredida com palavras duras. Triste, pensou em desistir. Não gastaria mais seu tempo com uma pessoa tão amarga e ingrata.

Dias depois houve um atropelamento na esquina. D. Nádia tinha saído do culto, voltava para casa. Correu para ver. Era o Sauri, ou Pernambuco. O motorista, jovem, não sabia o que fazer. D. Nádia identificou-se como amiga do pobre homem, e foi junto ao Pronto Socorro. Cuidou de tudo: da vítima, do motorista, da continuação.

A irmã Nádia comentou: - acho que teria ajudado de qualquer jeito, mas quando vi o homem no chão lembrei do estudo do perdão em Mateus 6 e decidi viver aquilo. Quando vi, estava envolvida, sem almoço, acompanhando outras pessoas por uma tarde inteira, até resolver tudo.

É Seu Pernambuco, que bom que ela ouviu e praticou!

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