domingo, 6 de abril de 2008

Almas X Porcos

O pastor e missionário José Nilton de Paula contou para a Floresta em “linguagem cearense” o texto de Marcos 4.35 a 5.20. Texto que fala do trabalho incessante de Jesus, que mesmo cansado, segue viagem pelo lago da Galiléia. Enquanto dorme, os discípulos cuidam do barco. No trajeto, uma tempestade comum na região assusta os pescadores treinados. Sem saída, acordam Jesus, que ordena que o vento fique quieto. Chegam a Gadara, ou Gerasa. Ao descer do barco, Jesus é interpelado por um homem dominado por espíritos malignos.

A biografia do gadareno, de quem não sabemos o nome, é tétrica: abandonado por todos, sem família, mora no cemitério. As autoridades não conseguem dominá-lo, ele quebra todas as correntes. Perturba a ordem pública. Fere-se se com pedras. Grita para Jesus, identificando-o como Filho do Deus Altíssimo. Para o povo que aguarda com curiosidade a chegada do grupo, aqueles gritos mais parecem zombaria.

Mas Jesus tinha seguido viagem mesmo cansado, e tinha repreendido a fúria do mar exatamente por causa deste encontro. É então que ordena a saída dos espíritos maus, que se chamam “legião”. Pedem permissão para dominar uma vara de porcos que está perto. Jesus consente. Os espíritos agem com violência. Os quase dois mil animais despencam morro abaixo, afogando-se no lago enorme.

O homem antes prisioneiro de Satanás, agora está livre, sentado, vestido, em perfeito juízo. Motivo de louvor a Deus? Não. A cidade pede com insistência que Jesus vá embora. O povo está preocupado com prejuízos menores. Não vê o valor de uma alma eterna. Quantas vezes deixamos de ver as pessoas, impressionados com bens materiais?

O pastor José Nilton deixou conosco a lembrança: olhemos para as pessoas, pelas quais Jesus morreu na cruz. Qualquer outro valor é menor. Pensando bem, riquezas, prazeres, poder, nada disso é tão importante como uma vida. Porque outras coisas, comparativamente, são só isso. Porcos.

Ivo Seitz

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