sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Não sabemos contar

“Está aqui um menino que tem cinco pães de cevada e dois peixinhos" (João 6.9)

Jesus observa que as pessoas à sua volta estão famintas. Seus discípulos, no entanto, nada vêem. Ele pergunta como alimentarão aquele pessoal todo, para chamar a atenção deles ao assunto (JO 6.5).

É a primeira lição do texto: as pessoas que nos rodeiam podem não expressar, mas passam por situações difíceis, para as quais temos que trazer soluções. A igreja do Senhor Jesus vive para servir.

Filipe é rápido nos cálculos, e vê a impossibilidade de ser fazer algo: será necessário muito dinheiro, e ninguém tem esta quantia à mão (v. 7). Não é assim que nos furtamos diante de muitas situações? Dizemos "não dá" e viramos as costas?

André percebe que um menino está prevenido. Trouxe seu lanche. E menciona isso a Jesus: ele tem cinco pães e dois peixinhos. Até que André mostra um espírito observador, e representa a busca de uma solução. Só que o texto acrescenta seu próprio desapontamento: "Mas o que é isso para tanta gente?" (v. 9). Esta é outra atitude típica do povo chamado para servir: há soluções, mas são muito pequenas diante dos desafios. Nem adianta tentar.

Então Jesus multiplica os pães e peixes, todos comem, e são recolhidos os restos em doze cestos (v. 13). Cinco ou doze? De fato, costumamos contar mal.
Temos que lembrar sempre deste acontecimento quando nos deparamos com um desafio. Pode ser tarefa impossível para nós, mas não é obstáculo à fé. Lembremos que o Senhor Jesus, desde o início, sabia o que iria fazer! (João 6.6).

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