segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Agravantes

Mesmo o Direito humano, que por ser humano enfrenta limites, reconhece a existência de circunstâncias que interferem no julgamento de uma questão, para mais ou para menos. Aquelas que podem abrandar a pena são as atenuantes. As que põem maior responsabilidade sobre o réu são as agravantes.

Entre as pessoas que desobedecem a Deus na Bíblia há os que duvidam, teimam, traem, são arrogantes, desprezam avisos, odeiam. Mas podem experimentar a atenuante da intercessão, como o povo de Israel e seu vergonhoso bezerro de ouro, quando Moisés pede a Deus que poupe o povo, ou que risque também seu nome do livro da vida (ÊX 32.32). Outro exemplo é o da cruz do Calvário, em que um condenado é perdoado por Jesus (LC 23.43), o nosso único Salvador.

No entanto, impressiona saber que há pessoas que não apenas afrontam a Deus, como o fazem com agravantes. E não são poucos: Caim, logo no início, oferece um sacrifício qualquer, de aparência, enquanto seu coração está fechado. E mata o seu irmão Abel, como se fosse ele o Juiz e o Autor da Vida. Caim não morre ali, mas vive debaixo da culpa e do medo. Nunca mais é o mesmo.

Doloroso também é o relato de Hofni e Finéias, filhos do sacerdote Eli. Vivem no templo, conhecem o valor dos rituais, mas zombam das ofertas trazidas pelo povo (1 SM 2 a 4). Por não levarem Deus a sério, morrem. Morrem também os homens de Bete-Semes (1 SM 6.19) e Uzá (2 SM 6.6), por desrespeitarem a solenidade que cerca a arca do Senhor, símbolo da aliança de Deus com seu povo.

A história parece não ter fim, porque até na presença do Espírito Santo, no Novo Testamento, vemos o casal Ananias e Safira ser morto por mentir quanto a uma simples oferta (Atos 5). Nos primeiros momentos da vida da igreja, nenhuma imperfeição é admitida!Sobre as agravantes nos alerta Jeremias há milênios: "maldito seja quem fizer negligentemente a obra do Senhor" (JR 48.10). Muito melhor é dar prioridade ao Reino de Deus (MT 6.33).

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