quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

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sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Igreja - Por que me importar?

Extraído do boletim dominical no. 57/2008 - I.B. Floresta - RS
Escrito por Pr. Ivo Augusto Seitz


"Lembrei-me de uma ilustração de Eric Palmer, um pastor que defendia a igreja contra os críticos que diziam ser ela cheia de hipócritas, de fracassos e incapaz de viver conforme os altos padrões do Novo Testamento. Palmer, que naquela época vivia na Califórnia, escolheu deliberadamente uma comunidade conhecida por sua falta de sofisticação cultural. ‘Quando a orquestra do Colégio de Milpitas tenta tocar a Nona Sinfonia de Beethoven o resultado é horroroso’ disse Palmer. ‘Eu não me surpreenderia se a apresentação fizesse o velho Ludwig virar no seu túmulo apesar de ser surdo’.


Pode ser que você pergunte: ‘- Por que, então, tentar? Por que infligir sobre aqueles pobres jovens o terrível fardo de tentar produzir o que tinha em mente o imortal Beethoven? Nem a grande Orquestra Sinfônica de Chicago consegue atingir tal perfeição’.

Minha resposta é a seguinte: ‘quando a orquestra do colégio de Milpitas tocar, dará a algumas pessoas no auditório o seu único encontro com a grande Nona Sinfonia de Beethoven. Longe da perfeição, contudo será a única forma em que ouvirão a mensagem de Beethoven.’

Penso na analogia de Palmer sempre que começo a me encolher de vergonha num culto. Embora, talvez, nunca alcancemos o que o compositor tinha em mente, não existe outra maneira de se ouvir esses sons sobre a Terra.” (Trecho de Igreja, por que me importar? – Alcançando além das paredes, Philip Yancey. Editora Vida Nova).

O irmão Moysés, decano dos pastores evangélicos de Porto Alegre, há dois anos chegou para um culto em um pequeno salão. Na frente, três guitarras, baixo, bateria e quatro microfones. Pensou em desistir e ir embora, quando ouviu o que entendeu ser a voz do Espírito: “- Eu estou gostando. Estão fazendo tudo isso para expressar sua gratidão e louvor”. Parou e pensou: - “Quem sou eu para dizer se gosto ou não gosto? Quem tem que dizer isso é Deus!” Orou, concentrou-se, cantou e pregou a Palavra do Senhor com entusiasmo. Saiu edificado.

Quando seminarista, no interior do Rio Grande do Sul, tive que acompanhar ao acordeão o solo de uma irmã que solenemente tocou o ...pente! Pente de cabelo mesmo, com uma fita de papel celofane, junto aos lábios. Foram as quatro estrofes do hino “Foi na Cruz”. Achei estranho, mas era o que ela sabia.


Na vida da igreja, no culto e na rua, devemos fazer sempre o melhor. Deus merece toda a reverência. Mas deixemos que o próprio Senhor da Igreja avalie cada um. Que em 2009 cultuemos com muita gente e com muita convicção. E olha que Deus leva vantagem sobre Beethoven, porque conhece o coração!

domingo, 21 de dezembro de 2008

Deus chegou mais perto

Tudo aconteceu num momento, um momento dos mais notáveis. Deus tornou- se homem. Enquanto as criaturas da terra andavam descuidadas, a Divindade chegou. Os céus se abriram e colocaram seu bem mais precioso num útero humano. O onipotente, em um instante, se tornou frágil. O que fora espírito se tornou palpável. Ele que era maior que o universo veio a ser um embrião.



E aquele que sustém o mundo com uma palavra decidiu depender de uma jovenzinha para sua nutrição. Deus veio como um feto. O Criador da vida, sendo criado. Deus ganhou sobrancelhas, cotovelos, dois rins e um fígado. Ele se esticou contra as paredes, e flutuou no líquido amniótico da mãe.



DEUS SE APROXIMOU.

NÃO FOMOS NÓS QUEM NOS APROXIMAMOS DELE.

ELE SE APROXIMOU DE CADA UM DE NÓS.

ELE SE FEZ UM DE NÓS.

As mãos que o sustentaram pela primeira vez eram calosas e sujas, mal cuidadas. Nenhuma seda ou marfim. Nenhuma festa ou pompa, apenas uma estrebaria. Se não fosse pelos pastores, não teria havido recepção. Os anjos olhavam Maria trocando as fraldas do Deus bebê. O universo observava maravilhado enquanto o Todo-Poderoso aprendia a andar. Crianças brincavam com ele na rua. Jesus talvez tinha espinhas, ou uma bela voz, ou quem sabe uma garota da rua se interessou por ele. É possível que seus joelhos fossem ossudos. Mas uma coisa é certa: embora completamente divino, Ele era completamente humano.



Pensar em Jesus desse jeito parece até algo irreverente, não é? Não é algo que gostamos de fazer ou imaginar, sentimo-nos pouco confortáveis. É muito mais fácil manter a humanidade fora da encarnação. Limpar a sujeira em volta do estábulo. Limpar o suor dos seus olhos. Pretender que ele nunca roncou, limpou o nariz ou bateu com o martelo no dedo. É mais fácil aceitá-lo deste modo.



Há alguma coisa sobre mantê-lo divino que o conserva distante, acondicionado, previsível. Mas não faça isso. Permita que ele seja humano como pretendeu ser. Deixe que ele entre na sujeira deste mundo e o transforme. Pois só se o deixarmos entrar é que ele nos tirará dele.



O estábulo cheira como todos os outros. O mau cheiro provocado pela urina e excremento das ovelhas pairam forte no ar. O chão é duro, o feno escasso. Teias de aranha pendem do teto e um ratinho atravessa correndo o chão sujo. Não podia haver um lugar menos adequado para um nascimento.



De um lado se encontra um grupo de pastores. Eles estão sentados silenciosamente no solo, talvez perplexos, talvez reverentes. Junto à mãe se assenta o pai cansado. Maria está bem desperta. Ela não pode tirar os olhos dele. Maria sabe que está carregando Deus-Filho nos braços. Ela relembra as palavras do anjo que disse: "E o seu nome será Jesus. O seu reinado não terá fim."



A majestade nasce em meio ao mundanismo. Santidade misturada à imundície do excremento das ovelhas. A divindade entrando no mundo no chão de um estábulo, através do útero de uma adolescente e na presença de um carpinteiro.



Ela toca a face do Deus-menino. Maria, tu sabias que o bebê que carregas nos braços seria o Salvador do mundo, sabias que as mãos que acaricia e beija, tocaria nos leprosos e os curaria, que as mãos que seguras, visão daria aos cegos? Sabias que o ser que deste à luz, seria a tua luz?



Interessante... Num momento Deus se fez homem. Num instante... Um momento eterno.



"O Verbo se fez carne e habitou entre nós." Veja bem, ao tornar-se homem, Deus possibilitou ao homem ver a Deus. Quando Jesus foi para seu lar, ele nos deixou a porta aberta atrás. Como resultado "transformados seremos todos, num momento, num abrir e fechar de olhos".



Deus não precisa de muito tempo para mudar uma história, apenas de um momento. Da próxima vez que alguém disser "um momento", lembre-se que é todo este tempo que vai ser necessário para Deus mudar o mundo.



Jesus quer nascer na história de sua vida, e num momento transformar você em um novo ser.



FELIZ NATAL!

SÃO OS VOTOS DE

Pr. LOURIMAR E FLIA


sábado, 29 de novembro de 2008

Um bom planejamento em três passos

Havia um tempo em que as pessoas falavam de planejamentos e as demais se arrepiavam com medo do que viria pela frente. A imagem sempre presente era de uma oficina longa, com duração de uma ou duas semanas, que produzia um documento de 100 páginas para ser jogado no lixo.

Felizmente esse tempo está acabando e, aos poucos, as pessoas têm aprendido que o planejamento tem que ser muito mais fácil do que a execução, senão não compensa planejar.

Mas o planejamento também precisa permitir que as pessoas saibam se estão conseguindo andar no caminho ou não.

Existem diversas maneiras de planejar, pode ter certeza. Tantas que cada pessoa escolhe uma e vira uma confusão, porque as linguagens e os ritmos do planejamento são diferentes.

Veremos agora como é possível fazer um planejamento rápido e eficaz para o trabalho de uma igreja. E isso ocorre em três etapas muito simples.

1. Descobrindo a razão de existir da igreja.

O primeiro passo é identificar, ou até mesmo decidir, qual a razão de existir da igreja. Procure-se evitar as coisas genéricas demais e as coisas que não serão percebidas pelas pessoas.

A razão de ser tem que ser compreendida por todos e deve fazer parte de tudo o que a igreja planeja.

Aí vão algumas sugestões, uma igreja pode servir para:

- Pregar o evangelho a uma determinada comunidade (evangelismo)
- Cooperar com a obra missionária (missões)
- Contribuir para a melhoria de uma determinada comunidade (ação social)
- Disseminar valores cristãos à uma parcela da sociedade (educação)
- Contribuir para o desenvolvimento de uma populacão (ação social com viés econômico)

O fato é que as igrejas tentam fazer tudo isso ao mesmo tempo, mas não definem o que, de fato, é a sua vocação. Ela deve ter bem claro que possui apenas um chamado e os demais devem se encaixar nesse propósito maior.

Tentar fazer tudo ao mesmo tempo é caminhar para o fracasso.

Definida a razão de ser da igreja é hora de pensar em outra coisa: o que a igreja deve fazer nos próximos x anos para cumprir a sua vocação?

Essa também é uma definição simples que deve estar contida em uma única frase para que todos compreendam e abracem.

2. Definindo as áreas críticas e os objetivos

O segundo passo do planejamento é definir quais as principais áreas que devem ser planejadas, quais os temas que deverão ser adotados e quais os objetivos dentro desses temas para os próximos anos. Devem ser elencados 3 a 5 áreas de atuação, não mais que isso. Para poder atingir o objetivo maior descrito no passo 1.

Seguem algumas sugestões:

a. Aprendizagem
b. Evangelismo e Missões
c. Integração
d. Finanças e patrimônio
e. Preparação
f. Discipulado
g. Comunhão
h. Ação social
i. _____________

Depois de escolhidas as áreas de abrangência do planejamento, agora é a vez de traçar objetivos para cada área, vejamos alguns exemplos:

Área: Aprendizagem

Objetivos:
- Capacitar lideranças
- Capacitar professores da EBD
- Capacitar cada crente convertido nos últimos 2 anos para que não se sintam mais novos convertidos.
- Aperfeiçoar a educação infantil
- Transformar jovens e adolescentes em líderes de verdade
...

Mais uma vez é interessante impor limites, ninguém pode fazer tudo ao mesmo tempo.

Como saber quais as áreas e quais os objetivos?

É necessário fazer um levantamento de problemas e suas causas, para poder traçar os obejtivos corretos.


3. Planejando as ações

Uma vez que a igreja tenha identificado sua razão de ser e o caminho principal a seguir, depois de definir as áreas de planejamento e os objetivos dentro de cada área, é a vez de planejar as ações.

As ações devem obdecer alguns critérios:

a. Devem atender a um ou mais objetivos traçados.
b. Devem conter responsáveis
c. Devem ter metas estabelecidas para que se possa medir se deram resultado ou não.
d. Devem ser organizadas junto com as demais, para evitar conflitos.

Um departamento da igreja só trata de ações particulares depois que o planejamento geral tenha sido criado. Se a igreja puder planejar tudo junto, melhor ainda.

Uma meta deve ser:

Mensurável: deve poder ser medida em indicadores. Ex. Número de convidados/presentes
Específica: aplicar-se à ação proposta
Alcancável: não são criadas metas irreais. Ex. Todo o bairro convertido em 1 ano
Relevante: As metas dão um certo trabalho para serem medidas, por isso só se mede o que é importante.

Vejamos um exemplo de resultado de planejamento. Jubanorte 2008.




Esse é o mapa estratégico que foi planejado para a Jubanorte no ano de 2008. A esse mapa seguiu-se uma série de planos. Boa parte foi realizada, alguns não puderam ser cumpridos, mas todos da diretoria sabem dizer o que deu certo e o que não deu certo na organização no último ano.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Afina, quem somos?

Mensagem: 23-11-2008
Igreja Batista Vitória Régia

Objetivo: demonstrar através da leitura da palavra que somos seres espirituais revestidos de um corpo carnal e que, por causa disso, estamos fora do curso natural de nossa vida quando agimos de maneira diferente.


Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas.
(Efésios 2 : 10)

Fomos feitos por Deus, criados em Jesus Cristo para as boas obras:
Essa é a causa, quais as conseqüências disso?

1º. Somos salvos pela graça, mediante a fé
2º. Não somos salvos por obras

Somos seres espirituais, criado à imagem e semelhança de Deus.

26 E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra.
27 E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.
Gn 1:26-27:


Qual a imagem de Deus?
Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade. (João 4 : 24)

Então o que é a salvação?

Sermos salvos significa voltarmos para o nosso estado natural, espírito, e para nosso lugar de origem, Deus.
Acontece que muitos de nós se agradam tanto deste mundo que não desejam voltar para Deus, mesmo sabendo que voltarão a ser espírito.

Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus; (Romanos 3 : 23)

Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. (João 1 : 11)

Mas nossa alma não consegue conviver com isso, nós precisamos de Deus, precisamos nos sentir amados por ele, temos saudades de Deus e, bem lá no fundo, não conseguimos viver sem Ele.

A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando entrarei e me apresentarei ante a face de Deus? (Salmos 42 : 2)

Ó DEUS, tu és o meu Deus, de madrugada te buscarei; a minha alma tem sede de ti; a minha carne te deseja muito em uma terra seca e cansada, onde não há água; (Salmos 63 : 1)


Então salmista clamou a Deus, me ensina como voltar para ti! Me ensina o caminho de volta!

Ensina-me, SENHOR, o teu caminho, e andarei na tua verdade; une o meu coração ao temor do teu nome. (Salmos 86 : 11)

Então Deus providenciou um caminho para que nosso espírito retorne para Ele, e um guia para nós não nos perdermos nessa jornada.

Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim. (João 14 : 6)

Mas, quando vier aquele, o Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir. (João 16 : 13)

Então, o que precisamos saber ao final é que retornaremos ao Pai, em espírito, mas precisamos encontrar o caminho da verdade para não nos perdermos:

Antes que se rompa o cordão de prata, e se quebre o copo de ouro, e se despedace o cântaro junto à fonte, e se quebre a roda junto ao poço,
E o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu.
Ec 12:6-7

Então, volte para junto de Deus, que é o seu lugar!

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Imagine que o céu não existe

Vou postar esse texto aqui, que foi passado pelo nosso professor querrido, numa aula da EBD já há algum tempo. Achei interessante o texto e guardei ele aq no PC, e aqui tem ficado até que hoje encontrei o caminho pra ele: o nosso blog.

“Imagine que o céu não existe

Os antropólogos relatam, não sem certo embaraço, que todas as sociedades humanas já descobertas apresentam uma crença na vida após a morte. Os especialistas em religião - em especial aqueles que atendem pelo nome pomposo de ‘fenomenologistas’- agarram-se a esse fato,porque vêem na persistência teimosa desse crença um ‘rumor de transcendência’,um vestígio da nossa natureza imortal.

Ler sobre a crença quase universal na existência de uma vida após esta aqui levou meus pensamentos em uma direção totalmente oposta. Passei a imaginar uma sociedade que não acreditasse na vida após a morte. Como a negação da imortalidade afetaria a vida cotidiana?

Deixei minha mente correr solta e cheguei ás conclusões que apresento a seguir. Para dar um rótulo conveniente (e com meu pedido de desculpas a Samuel Butler, autor de Erehwon), darei à minha sociedade mítica o nome de Acirema.

1. Os aciremos valorizam a juventude acima de qualquer outra coisa. Já que para eles não existe nada além da vida na terra, a juventude representa esperança. Não tem um futuro melhor pelo qual ansiar. Como resultado, preservar a ilusão da juventude é bem aceito. O esporte é uma obsessão nacional. As capas de revistas apresentam rostos sem rugas e corpos lindos. Os livros e fitas de vídeo apresentam mulheres atraentes,de aproximadamente 40 anos,demonstrando exercícios que, seguidos fielmente, farão com que a pessoa pareça dez anos mais jovem.

2. Naturalmente o povo de Acirema não valoriza os idosos, porque eles se constituem numa lembrança desagradável do final da vida. Ao contrário dos jovens, eles jamais podem representar esperança. Assim,a indústria da saúde de Acirema promove cremes para pele, solução para careca, cirurgias plásticas e muitos outros meios elaborados para mascarar os efeitos do envelhecimento, o prelúdio da morte. Em regiões especialmente insensíveis,os aciremos chegam a confinar os idosos em abrigos, isolando-os da população em geral.

3. Em Acirema valoriza-se mais a imagem do que a substância. Práticas como dietas, exercícios e construção do corpo, por exemplo, atingiram o status de ritos pagãos de adoração. Um corpo bem construído demonstra visivelmente as conquistas neste mundo,enquanto que qualidades interiores nebulosas - compaixão, abnegação e humildade - merecem poucos elogios. Como efeito colateral deprimente, uma pessoa com deficiências, ou desfigurada, tem grande dificuldade para conseguir competir, apesar das qualidades dos seu caráter.

4. A religião de Acirema focaliza exclusivamente como perambular aqui e agora, porque não existe qualquer sistema de recompensa após a morte. Os que ainda acreditam em uma deidade buscam a aprovação de deus em termos de boa saúde e prosperidade na terra. Houve um tempo em que os pastores perseguiam o que chamavam de evangelismo, mas hoje devotam a maior parte de sua energia a aumentar o bem-estar dos seus concidadãos.

5. Recentemente, os crimes tornaram-se mais violentos e bizarros. Em outras cidades primitivas os cidadãos crescem com um vago temor de um julgamento eterno pendendo sobre eles, mas os aciremos não impõem esses limites a seu comportamento maligno.

6.Gastam bilhões de dólares para manter corpos idosos presos a sistemas de prolongamento da vida, enquanto que, ao mesmo tempo, permitem e até encorajam o aborto. Essa atitude não é tão paradoxal como parece, porque os aciremos acreditam que a vida humana começa no nascimento e termina na morte.

7.Até bem recentemente os psicólogos de Acirema precisavam tratar das reações atávicas de seus pacientes: medo e raiva frente à morte. Novas técnicas, porém, trouxeram promessas na superação desses instintos primitvos. Hoje as pessoas aprendem a ver a “aceitação” como a reação mais madura ao estado perfeitamente natural da morte. OS estudiosos obtiveram sucesso na desvalorização de atitudes ultrapassadas sobre morrer de maneira “nobre”. Para os aciremos a morte ideal acontece em paz durante o sono.

8. Os cientistas de Acirema ainda trabalham para eliminar o problema da morte. Enquanto isso a maior parte das mortes acontece na presença de profissionais treinados, em uma área isolada. Para diminuir choque,a palavra “morte”, tão deselegante, foi substituída por eufemismo com “passamento” e “descanso”. E todas as cerimônias que acompanham a morte demonstram sua separação da vida. Os corpos são preservados quimicamente e colocados em recipientes herméticos, a prova de vazamentos.


Só de pensar em uma sociedade assim sinto calafrios. Certamente sou feliz de viver no meu bom e velho país, onde, de acordo com as pesquisas do instituto Gallup, a grande maioria da população acredita na vida após a morte.

YANCEY,Philip.Perguntas que precisam de respostas.Rio de janeiro: Textus.2001”



Isso não parece familiar??

domingo, 16 de novembro de 2008

Fala de uma vez

Fale de Cristo de verdade,
Fale com ênfase, fale com gosto,
Fale prá valer, com força!
Grite se for necessário.

Fale do quanto ele amou,
De tudo que fez e passou
Para nos trazer hoje aqui.

Fale da esperança de vida eterna,
Cante para falar commais doçura.

Fale de todos que morreram torturados,
Dos que defenderam suas posições
Por terem certeza da vitória.

Fale com senso de urgência,
Fale com a voz e com a vida,
Fale dos fatos dessa cruz.

Fale com suas atitudes,
Fale com alegria e com virtudes,
Fale do amor do meu Jesus.

Moura

sábado, 8 de novembro de 2008

Crise de integridade

No final da década de 80, início de 90, o mundo ficou abismado com um escândalo de prostituição e mentiras que envolvia um dos principais pregadores evangélicos da televisão orte Americana. (Desculpem minhas informações vagas, minha cabeça não guarda muito bem os fatos passados).

O caso envolvia uma situação muito comum nas famílias, mas que pegou os crentes de surpresa, por ainda acreditarem ingenuamente que alguém pode estar isento dos problemas deste mundo.

O pastor em questão costumava marcar encontros com prostitutas, e isso não se faz em público... Aos poucos as coisas foram aparecendo, atrelada à prostituição apareceram outros problemas que estavam ligados ao caso.

Muita gente se decepcionou, fugiu da igreja, deixou-se quedar pela tristeza e pelo sabor amargo da derrota alheia.

Um dos grandes escritores americanos, Warren Wiersby (esse eu lembro o nome) escreveu um livro chamado Crise de Integridade (esse eu também lembro), onde discutia a questão da integridade na vida cristã. A necessidade de sermos inteiros de Jesus.

Desde então temos visto casos de grandes líderes que se envolveram em romances extra-conjugais, decepcionando seus seguidores (que muitas vezes os tinham como mais importantes do que o próprio Jesus). Alguns conseguiram voltar à cena, foram perdoados por suas esposas e por suas igrejas. Mas o ministério não retorna da mesma forma, as cicatrizes permaneceram e as feridas reabrem vez por outra.

Hoje tenho visto muitos colegas de trabalho interromperem comentários sobre o mau caráter de terceiros perguntando "ele é evangélico, não é?" e a resposta comumente ten sido "é, casado e tudo!". Depois disso ainda seguem comentários intensos sobre como é comum que os crentes sejam "assim".

No tempo do escândalo eu era um novo convertido. Hoje tenho 22 anos na fé. Ainda não consigo ver uma resposta satisfatória da igreja sobre o assunto da integridade. Ainda não tenho visto uma discussão que não penda para a arrogãncia, ou para o modismo, ou para a dogmatização, etc.

As pessoas são exigidas em sua integridade, mas a igreja não tem provido um acompanhamento eficaz, não tem discutido um método eficiente para que um irmão conduza o outro em sua vida cristã com tanta força que o escuro do quarto não seja um atrativo para o pecado. Ainda não tenho visto uma resposta positiva o suficiente para envolver os cristãos no compromisso com a santidade e a pureza, com uma vida cristã saudável e íntegra.

Os que lerem esse artigo entendam como uma tentativa de discutir abertamente algo que está em falta no nosso mundo cristão. Algo que tem sido pouco discutido por autores cristãos em seus livros e que tem sido menos falado ainda...

O certo é que este mundo nos envolve e temos uma resposta na Palavra que muitas vezes ignoramos. Jesus nos deu uma ordenança muito clara, mais clara do que o batismo e a ceia. Ele lavou os pés de seus discípulos. Cuidou de purificar aquilo que havia-se contaminado. E nos mandou fazer o mesmo.

Talvez nossos treinamentos, nossos discipulados, nossos momentos de confraterização devem começar deste ponto: lavar os pés uns dos outros. Para que possamos conquistar um espaço melhor neste mundo, um espaço onde o escândalo não seja provocado por nossa incapacidade de nos admitirmos pecadores, ou por nossa incapacidade de nos desligarmos do chamado deste mundo.

O certo é que o mundo mudou bastante nos últimos 20 anos. O contexto é outro, as manias são outras, a violência contra nossos prncípios e os valores familiares está cada dia mais forte. Por isso precisamos buscar na Palavra as armas mais potentes, o alimento mais sólido, a convivência mais profunda com Jesus e o amor mais íntegro e puro. Só assim teremos um começo e poderemos demonstrar ao mundo que Jesus Cristo faz muita diferença.

RPM

sábado, 25 de outubro de 2008

Provavelmente

Em uma campanha comercial, os ônibus de Londres passaram a circular com cartazes provocantes: “Provavelmente não existe Deus. Agora pare de se preocupar e desfrute a vida”.
Imagino um cidadão londrino, ou alguém vindo de outro país, o que é muito comum nas ruas da famosa capital, entrando no ônibus para atravessar a cidade. Distraído, lê tudo o que aparece pela frente. Então vê aquele cartaz recém colocado. Lê. Não entende. Lê de novo. Alguma coisa não está certa, pensa, enquanto o ônibus continua a correr pelo lado esquerdo da rua, habilidade típica dos ingleses.
São quatro erros, caro passageiro. Um deles é negar a existência de Deus. Muitos já se esforçaram para isso. Mas ao tirarem Deus, deixam o universo inteiro sem respostas. Essas pessoas acham que podem substituir Deus por uma grande força ou uma extraordinária liberação de energia, A tentativa consegue avançar um pouco no campo da matéria, mas logo esbarra na ausência de explicação sobre a origem da vida. Mais ainda, da vida moral, a vida com razão de ser.
Mais um erro é fazer das preocupações algo descartável, que pode ser deixado de lado com uma simples decisão da vontade. Não funciona. A dor que estava ali continua, a dívida lá adiante nos espera sentada, o relacionamento quebrado só renova suas medonhas caretas.
O outro erro vem a reboque deste. Com a dor, a dívida e o desacerto não dá para desfrutar a vida em toda a sua inteireza. Nem mesmo na bela Londres, cenário de desconfiança, atentados e dores.
Felizmente, estes erros são corrigíveis. Quando reconhecemos Deus e deixamos Cristo dirigir nossa vida, vencemos a ansiedade e passamos a ter qualidade de vida (MT 11.28; JO 10.10; FP 4.6 e outros).
A novidade está no primeiro erro, o que abre a frase: “provavelmente”. É pura ironia, uma tática da comunicação, mas acaba denunciando a fragilidade da tese. Não assume. Deixa o julgamento para quem lê. Se der certo, fica com as honras. Se falhar, azar de quem acreditou. Era só uma propaganda comercial, mesmo.

Ivo Seitz

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Silêncio covarde

"As visões dos seus profetas foram falsas e enganosas. Se eles
tivessem condenado abertamente os seus pecados, tudo teria sido diferente e melhor para você. O que esses profetas fizeram foi enganá-la com mentiras" (Lamentações de Jeremias, 2. 14).
Alguns momentos de silêncio na Bíblia quando deveria soar um grito de defesa são bem conhecidos. Um deles é o chefe dos copeiros de Faraó, companheiro de prisão de José, o filho de Jacó. Ao ser inocentado e liberto, trata de cuidar da sua vida. Dois anos mais tarde cai em si: "Chegou a hora de confessar um erro que cometi", e narra ao rei como José interpretava sonhos com sabedoria vinda de Deus (Gênesis 41.9).

Outro momento é quando Elias desafia todos os israelitas e os 850 profetas de Baal e de Aserá: "Até quando vocês vão ficar em dúvida sobre o que vão fazer? Se o Senhor é Deus, adorem o Senhor, mas, se Baal é Deus, adorem Baal! Porém o povo não respondeu nada." É aí que Elias clama a Deus, que responde prontamente. O povo resolve obedecer a Deus, e os profetas idólatras são mortos, sem escape (1 Reis 18. 19-40).

Esperava-se do povo que lembrasse da história, quando o jovem Davi ouviu Golias zombar de Israel. Na ocasião, os soldados "ficaram apavorados" e "fugiram apavorados" (1 Samuel 17. 11 e 24), até que Davi respondeu à afronta, vencendo em nome do Senhor (1 SM 17. 51).

Silêncio não significa, necessariamente, deixar de falar. Pilatos falou, mas a atitude de lavar as mãos para dizer-se inocente tornou-se símbolo de alguém que deixa de cumprir o seu dever (Mateus 27.24).

Uma cena do livro de Atos é também emblemática: no apedrejamento de Estevão, um jovem toma conta das capas dos homens enfurecidos. Nada diz. Sabemos que "consentia na sua morte" (Atos 7. 58-60). É a primeira menção a Saulo, que depois será chamado Paulo, já pronto a dar a vida pelo Senhor (AT 20.24). O mesmo Paulo que instruirá seu discípulo Timóteo a pregar a mensagem "a tempo e fora de tempo" (2 TM 4.2).

Façamos assim, como também disseram Pedro e João, "não podemos deixar de falar das coisas que temos visto e ouvido" (Atos 4.20). O mundo será outro, quando rompermos o silêncio.

Ivo Augusto Seitz